
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
domingo, 14 de dezembro de 2008
doisdejunhode

quando eu nasci, eu tinha os olhos rasgados e o cabelo preto e beeeem liso, minha mãe disse que eu parecia uma boliviana. já meu tio achou que eu tinha síndrome de down. bom, mas o que interessa é que meus belos cabelos negros nem duraram uma semana. uma enfermeira de certo me achou com cara de três anos e não dois dias de vida e me deu uma mamadeira pra eu calar a boca. ok, infecção hospitalar, encubadora, e zero na minha cabeça. nem sei quanto tempo fiquei presa nequele treco, só sei que a minha mãe, tadinha, tinha que ir todo o dia no hospital me amamentar. toda cheia de pontos. e fazia muito frio. muito. na época em que junho ainda tinha frio. bons tempos. e não gosto de enfermeiras. não mesmo.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
creme de ervilha #1
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
franja curta
sábado, 29 de novembro de 2008
tiara vermelha

quando eu era pequena, eu achava que só era por uma tiara no cabelo que eu estava pronta pra sair.
pentear o cabelo? pra que? a tiara resolve tudo na vida de uma pessoa de 8 anos.
por causa disso, o meu cabelo se tornava um nó só.
certa vez, minha mãe aproveitou que eu estava no telefone com meu coleguinha e aproveitou para vir com aquela escova apavorante e começou a se aproveitar da minha situação de não poder gritar.
é uma das poucas lembranças que tenho dos meus 8 anos.
ok, eu poderia lembrar mais coisas, afinal 8 anos já se tem mais cérebro pra pensar e guardar coisas.
mas eu nem me lembro o que eu fiz ontem, então isso é um fato muito importante na minha vida.
ps.: tiara pode ser arco também, como queira.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
mãe mãe mãe
domingo, 23 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
dica do ourives
felipe ourives diz:
vamos pegar um trem
felipe ourives diz:
sair por ai
felipe ourives diz:
escutando essa música
felipe ourives diz:
haeuheauhaeu
felipe ourives diz:
*:
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
casa de calcogravura
o jorge salvou o meu trabalho com esse texto bonito. :) obrigada.A concha é um orgão rígido, muitas vezes externo, característico dos moluscos. Ela é feita de nácar, substância secretada por células ectodérmicas destes animais.
Quando um molusco é invadido por um parasita ou outro objeto estranho que o animal não pode expulsar, entra em ação um processo conhecido como enquistação, por meio do qual a entidade ofensiva é envolta, de forma progressiva, em camadas concêntricas de nácar. Com o tempo formam-se pérolas.
Ninhos são estruturas de complexidade muito variável, podendo ser suspensos, presos no chão, ou até flutuar.
Os ninhos dos colibris são pouco maiores que um dedal. Na África, o Anthoscopus minutos constrói ninhos dotados de uma câmara falsa. Assim, as cobras entram no ninho e saem desapontadas, sem saber que o seu objetivo está escondido pela fina parede dessa antecâmara.
Luize Cornelius nos apresenta uma delicada casa de papel. Pouco que seja, as dobras dessa caixa já insinuam uma morada: a arquitetura do abrigo de Luize fornece os mínimos sinais convencionados para assim ser vista.
Mas Luize acrescentou à dobradura do papel outra camada de sentido, uma pele de riscos ocasionais ou desenhados: marcas da calcogravura. A segurança do traço que desenha janelas e telhas nesse ninho improvável não esconde sua fragilidade, deixando ver nas paredes as manchas do metal.
Não há entrada fácil no discurso dessa casa, que, por sinal, não possui porta. Telhas, muitas e mesmas, janelas de dimensões variadas, mas nada de entradas, e poucas aberturas: apenas nas suas dobras pequenos cortes evidenciam o conteúdo: algodão perfumado. Perguntei à artistam e ela me informou que os chumaços de algodão foram embebidos em óleo de lavanda.
Flores de lavanda, secas e embaladas em pequenos saquinhos de tecido de algodão, são postas entre as roupas do armário para dar-lhes uma fragrância fresca e agradável, além de repelir insetos e parasitas. Assim, pelas frestas da casa Luize faz perceber o sinal de um conforto, um pequeno agrado.
Não me pergunto a quem, nesse abrigo inacessível, a atenção de Luize conforta. Quero apenas indicar seu carinho em zelar pelo conforto de quem já não se deixa ver.
Carícia roçando o invisível, a casa de Luize é questão de fé. Credo quia absurdum no aconchego de uma casa que não nos é dado acessar.
A casa tem a medida dos sonhos: perto o bastante para ver, ainda assim inalcançável. Deslocado, o objeto desiste de ser casa e passa a ser memória de casa. Nos viramos para ver o ocupante dessa casa sair talvez pela janela, mas ele já se foi. Restam apenas sinais desse corpo sem rosto, uma soma de encantos, marcas, um cheiro.
Na difícil métrica dessa casa ideal, Luize – aliás uma moça bastante alta – duplica a infância. Olhando sua casa – ninho ou concha – penso uma curiosa menina de oito anos querendo descobrir o que há na gaveta mais alta do armário da mãe. A menina que suponho consegue puxá-la, e mesmo gaveta sendo alta demais pra se ver o que tem dentro, ela sente dançar no ar um cheiro de lavanda.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
pó
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
xilos
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